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Créditos da imagem: Assessoria de Imprensa
16/04/2026

Ceasa chega aos 50 anos com 1º concurso, nova iluminação, drenagem e sistema de combate a incêndios

Diretor-presidente das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte, Matheus Galvão, explica todo o trabalho que vem sendo desenvolvido para modernizar a empresa de economia mista que distribui grande parte dos hortifrutis consumidos pelos potiguares

As Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte S.A. (Ceasa-RN) vão completar 50 anos em 2026. A criação da empresa aconteceu em 17 de outubro de 1976. E para celebrar meio século de existência já há pelo menos três ações importantes.

De acordo com o diretor-presidente da Ceasa/RN, Matheus Galvão, a primeira é uma audiência pública que será promovida na Assembleia Legislativa e que deve ocorrer mais perto do meio do ano. A iniciativa é do deputado Ubaldo Fernandes.

A segunda ação é uma melhoria para as instalações das Centrais. "Estamos agora entregando, para celebrar esses 50 anos, um novo sistema de iluminação aqui nas vias da Ceasa. São mais de 60 novos pontos de iluminação em LED que estamos entregando para que a Ceasa possa ter esse presente especial", explica o diretor-presidente.

E por último, a Ceasa-RN terá em 2026 o primeiro concurso público de sua história. "Esse concurso será realizado no dia 31 de maio. Para a gente é uma grande conquista, uma articulação junto à Secretaria de Administração, mas que sem sombra de dúvidas sem o direcionamento, sem o aval da governadora Fátima Bezerra não estaria sendo concretizado, afirma Matheus Galvão. Ele observa que o concurso garante ao mesmo tempo a democratização do acesso ao serviço público como propicia a qualificação profissional da Ceasa.

O atual diretor-presidente assumiu o cargo em junho de 2024 e desde então tem trabalhado para modernizar as Centrais.

Mostra disso foi o serviço de drenagem realizado na área da empresa. "Nós conseguimos instalar o primeiro sistema de drenagem da central de abastecimento, e esse sistema, a sua eficiência é atestada pelos órgãos de controle e fiscalização, em especial o Ministério Público. Foi um investimento aqui superior a R$ 2,5 milhões, por meio do qual a Ceasa conseguiu entregar à sociedade norte-rio-grandense uma infraestrutura mais digna”, explica, observando que após a obra os problemas com água empoçada ficaram para trás.

Outra realização que ele destaca é o projeto de combate e prevenção a incêndios. "Estamos nas tratativas para obtenção do primeiro AVCB, que é o alvará de vistoria emitido pelo Corpo de Bombeiros. Felizmente, a gente já conseguiu concluir a instalação desse sistema com todos os hidrantes estrategicamente posicionados”, detalha. Segundo ele, tudo isso só foi possível após um investimento superior a R$ 2 milhões, em 2025.

Matheus Galvão argumenta que as Centrais são um órgão estratégico e fundamental para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte. "E, como todos os equipamentos de centrais de abastecimento do Brasil, necessita de um olhar permanente de cuidado, zelo, evolução, modernização e de incremento na infraestrutura. Na verdade, esse é um diagnóstico permanente, porque a Ceasa sempre precisa se reinventar", afirma.

Atualmente, a Ceasa trabalha com mais de 400 permissionários. Com relação aos desafios da empresa, ele cita a concorrência com os chamados atacados. "A gente precisa sempre estar se reinventando, porque hoje nós temos uma competitividade muito acalorada com os atacados da vida, os estabelecimentos que hoje dispõem de uma estrutura física que exigem da Ceasa também esse crescimento, esse pensamento de modernização”, observa.

"A gente precisa, de fato, conseguir alcançar esse grau de excelência, porque aqui a gente consegue garantir preço e qualidade. A gente precisa aliar esses dois aspectos a uma infraestrutura bacana para que consigamos manter a Ceasa em pé de igualdade com a concorrência”, comenta.

PAPEL SOCIAL
A Ceasa-RN desenvolve um projeto social que distribui alimentos para entidades e projetos em todo o Rio Grande do Norte. Batizado de Cesta Solidária, a iniciativa é possível por meio de doações realizadas pelos permissionários. "Esses alimentos já no nosso setor passam por uma triagem e após essa triagem nós fazemos a logística para que as entidades sejam contempladas, as entidades e os projetos", explica.

Os alimentos doados são aqueles que já não possuem aspecto comercial que os clientes exigem, mas preservam sua riqueza nutricional totalmente. "Nós fazemos o recolhimento desse alimento, desse hortifruti, e fazemos a destinação para essas entidades e projetos sociais. Importante a gente frisar que no último semestre de 2025 nós alcançamos aí algo em torno de uma tonelada de alimentos entregue a quem realmente necessita”, diz.

Esse projeto é um que ajuda a Ceasa a cumprir sua principal missão, que é a de "manter um papel colaborativo significativo dentro do contexto de segurança alimentar”, ou seja, de promover o combate à fome. "Quando a gente fala de segurança alimentar, isso diz respeito aos processos que vão do plantio, da colheita, da logística e da venda final aqui dentro da central de abastecimento.

Esse papel da gente é fundamental dentro da cadeia econômica, porque aqui a gente faz logo nas primeiras horas da manhã um processo de cotação de preços que é um balizador fundamental para a cadeia produtiva”, explica.

E acrescenta: "Eu acho importante a gente destacar o aspecto das ações de combate à fome. Digo isso porque a central de abastecimento é o braço, a força motriz que garante alimento na mesa do brasileiro. Todos os alimentos que a gente identifica nas prateleiras, os hortifrutis, lógico, nas prateleiras de supermercado, nas redes hoteleiras, nos restaurantes e bares, saem da Ceasa”.

Segundo o diretor-presidente, que também é primeiro vice-presidente da Abracen, Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento, é preciso entender que, por meio de um trabalho feito a várias mãos, a Ceasa tem a missão de garantir que o alimento chegue à mesa dos que mais precisam. "É um papel fundamental que potencializa a relevância não só econômica, mas social também da Ceasa. Isso é um papel fundamental, porque a gente sabe que a Ceasa hoje, principalmente após ter aderido ao pacto contra a fome, ela tem essa capacidade de poder garantir a quem realmente necessita o alimento sagrado para poder sobreviver”, afirma.

 

Matéria publicada na revista "Municípios em Foco", edição de Março/26.

 

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